Segurança primeiro
- Isole e bloqueie o motor no seccionador, coloque a etiqueta e tente arrancar para provar que está desligado.
- Liberte a energia acumulada: deixe parar volantes e ventiladores; bloqueie tudo o que possa rodar pela gravidade, pelo vento (ventiladores) ou pela pressão do processo (bombas); alivie esticadores pneumáticos ou de mola.
- Retire a proteção só depois de isolar. Guarde-a junto da máquina.
Retirar as correias velhas
- Alivie a base do motor ou o esticador até as correias saírem à mão. Nunca tire (nem ponha) correias com chave de fendas ou alavanca: parte as cordas de tração e lasca a polia.
- Antes de as deitar fora, observe as correias velhas: os padrões de desgaste dizem o que estava errado. Ver diagnóstico de avarias.
- Substitua todas as correias de uma transmissão de várias correias ao mesmo tempo. As velhas estão esticadas; uma correia nova num jogo velho leva quase toda a carga e falha cedo.
Inspecionar as polias
- Desgaste dos canais: use um calibre de canal para a secção. Fundo do canal brilhante, correia a trabalhar baixa ou flancos "côncavos" (luz visível entre o calibre e a parede) significam que a polia tem de ser substituída. Correias novas em canais gastos duram uma fração da vida normal.
- Danos: abas lascadas, fissuras, rebarbas ou ferrugem nas paredes do canal.
- Fixação no veio: parafusos da bucha cónica no binário certo, chaveta no lugar, sem folga.
- Limpe os canais de ferrugem, óleo e pó de borracha com um pano seco ou escova de arame. Não use solventes que deixem película.
Mais: desgaste e calibragem das polias.
Montar correias novas
- Verifique as correias: secção e comprimento certos, do mesmo jogo emparelhado (mesmo código ou feitas para emparelhar).
- Aproxime o motor até as correias entrarem nos canais à mão, com todas as correias do mesmo lado (folga do mesmo lado).
- Retire a folga por igual. Mantenha o motor em esquadria: ajuste os dois parafusos tensores por igual.
- Alinhe (secção seguinte) e depois tensione.
Alinhamento
Há três formas de uma transmissão estar desalinhada:
| Tipo | O que é | Como se vê |
|---|---|---|
| Paralelo (desvio) | Os veios estão paralelos mas as polias não estão no mesmo plano. | Uma régua toca numa face da polia mas não na outra em todo o comprimento. |
| Angular (horizontal) | Os veios não estão paralelos vistos de cima. | A régua toca dois pontos que não estão no mesmo plano; abre-se uma folga numa ponta. |
| Torção (angular vertical) | Os veios não estão paralelos vistos de lado: muitas vezes um "pé manco" ou base desnivelada. | A régua ou a linha do laser fica inclinada na face da polia. |
Ferramentas
- Régua ou fio esticado encostado às faces das duas polias (tenha em conta larguras de face diferentes: meça a partir do centro dos canais).
- Alinhador laser que encaixa no canal: mais rápido e mais preciso, mostra os três erros de uma vez. Compensa em qualquer transmissão crítica ou grande.
Corrija primeiro a torção (calços nos pés do motor, verificar pé manco), depois o angular, depois o paralelo (deslizar a polia no veio ou mover o motor).
Tensionamento
Com tensão a menos as correias escorregam, vitrificam, queimam e chiam. Com tensão a mais sobrecarrega os rolamentos do motor e da máquina, empena veios e estica correias. As regras de algibeira ("uma polegada de folga", "até deixar de chiar") erram para os dois lados. Meça.
Método 1: força-deflexão (medidor de tensão ou dinamómetro)
- Meça o comprimento do ramo t (o comprimento livre entre os pontos de tangência das polias).
- A deflexão a usar é 1/64 do ramo: 16 mm por metro.
- A meio do ramo, empurre uma correia perpendicularmente com o medidor e leia a força quando se deslocou essa distância (use uma régua sobre as correias como referência).
- Compare com a força alvo da tabela do fabricante ou da calculadora de tensão. Abaixo do alvo: aperte. Acima de cerca de 1,5× o alvo: alivie.
- Verifique todas as correias do jogo; nas correias múltiplas empurre a banda inteira e use a força para o número de correias.
Método 2: frequência (medidor sónico)
Faça vibrar o ramo e meça a frequência natural com um medidor sónico ou uma aplicação de vibração. É repetível, não precisa de força e serve para ramos curtos e correias síncronas.
Use a calculadora de frequência para converter uma tensão alvo numa frequência alvo.
Método 3: alongamento
Marque dois traços a uma distância medida na correia frouxa e tensione até a distância aumentar a percentagem indicada pelo fabricante. Comum em correias planas e algumas correias redondas de PU.
Rodagem e retensionamento
- As correias em V novas assentam nos canais e perdem tensão depressa. Muitos fabricantes tensionam as correias novas mais alto (cerca de 1,3× o valor de serviço) e verificam de novo após 4 a 24 horas de funcionamento, retensionando para o valor de serviço.
- Verifique de novo após a primeira semana e depois no plano normal (manutenção).
- Aperte a base do motor depois de cada ajuste.
Correias síncronas: o que muda
- Nunca dobre nem vinque uma correia síncrona: dobrá-la abaixo do seu diâmetro mínimo de polia parte as cordas de tração sem se ver.
- Monte a correia nas polias aproximando os veios, não a fazê-la passar por cima de uma aba.
- Alinhamento ≈ ¼°. As polias com abas seguram a correia, mas a correia a roçar numa aba é sinal de desalinhamento.
- Tensione para o valor do fabricante. Tensão a mais faz as correias síncronas assobiar e gasta os dentes; tensão a menos deixa-as saltar dentes com carga.
- Normalmente não é preciso retensionar após a rodagem, mas verifique após o primeiro dia em transmissões pesadas.
Proteções (África do Sul)
Os Driven Machinery Regulations, 2015 (Aviso R.540 ao abrigo do Occupational Health and Safety Act, 85 de 1993, em vigor desde 30 de setembro de 2015), regulamento 3, exigem que os utilizadores:
- vedem ou protejam veios, polias, rodas, engrenagens, rodas dentadas, acoplamentos e peças rotativas semelhantes;
- embutam, envolvam ou protejam parafusos sem cabeça, chavetas e parafusos em peças rotativas como polias;
- protejam correias, cabos e correntes de transmissão;
- protejam a parte de baixo de correias aéreas sobre passagens ou postos de trabalho, para que uma correia partida não caia sobre pessoas (um inspetor pode dispensar isto para correias leves e lentas).
Use proteções em rede que deixem ver e verificar a transmissão, com aberturas dimensionadas para os dedos não alcançarem os pontos de entrada. Deixe espaço para medir a tensão através de uma janela de acesso.
Apenas um resumo. Confirme os regulamentos em vigor no seu país e as regras de segurança da sua instalação.
Lista de colocação em serviço
| ✓ | Verificação |
|---|---|
| ☐ | Isolado, bloqueado, energia acumulada libertada |
| ☐ | Polias calibradas, limpas, sem danos; buchas no binário; chavetas colocadas |
| ☐ | Secção e comprimento certos; jogo emparelhado; todas as correias substituídas juntas |
| ☐ | Correias montadas à mão, sem alavanca |
| ☐ | Alinhamento até ½° (V) / ¼° (síncronas, poly-V); sem pé manco |
| ☐ | Tensão medida e registada (força ou frequência) |
| ☐ | Base do motor apertada; proteção recolocada; isolamento retirado |
| ☐ | Arrancar, ouvir, verificar a temperatura após 30 minutos (correias mornas, não quentes ao toque depois de parar) |
| ☐ | Retensionamento marcado para 4–24 h de funcionamento |