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Instalação, alinhamento e tensionamento

A maioria das correias não se gasta: é destruída pelo desalinhamento, pela tensão errada ou por polias gastas. Este é o procedimento que o evita.

Segurança primeiro

  1. Isole e bloqueie o motor no seccionador, coloque a etiqueta e tente arrancar para provar que está desligado.
  2. Liberte a energia acumulada: deixe parar volantes e ventiladores; bloqueie tudo o que possa rodar pela gravidade, pelo vento (ventiladores) ou pela pressão do processo (bombas); alivie esticadores pneumáticos ou de mola.
  3. Retire a proteção só depois de isolar. Guarde-a junto da máquina.
Nuncaverifique a tensão, procure chiados ou "sinta" as correias com a transmissão a trabalhar, e nunca trabalhe com a proteção retirada.

Retirar as correias velhas

Inspecionar as polias

Mais: desgaste e calibragem das polias.

Montar correias novas

  1. Verifique as correias: secção e comprimento certos, do mesmo jogo emparelhado (mesmo código ou feitas para emparelhar).
  2. Aproxime o motor até as correias entrarem nos canais à mão, com todas as correias do mesmo lado (folga do mesmo lado).
  3. Retire a folga por igual. Mantenha o motor em esquadria: ajuste os dois parafusos tensores por igual.
  4. Alinhe (secção seguinte) e depois tensione.

Alinhamento

Há três formas de uma transmissão estar desalinhada:

TipoO que éComo se vê
Paralelo (desvio)Os veios estão paralelos mas as polias não estão no mesmo plano.Uma régua toca numa face da polia mas não na outra em todo o comprimento.
Angular (horizontal)Os veios não estão paralelos vistos de cima.A régua toca dois pontos que não estão no mesmo plano; abre-se uma folga numa ponta.
Torção (angular vertical)Os veios não estão paralelos vistos de lado: muitas vezes um "pé manco" ou base desnivelada.A régua ou a linha do laser fica inclinada na face da polia.
Tolerâncias (orientação da indústria)Correias em V e estreitas: desalinhamento total até cerca de ½°. Correias síncronas, poly-V e de uretano: até cerca de ¼°. Some o desalinhamento angular e o paralelo: um desvio de x mm num entre-eixos de C mm é um ângulo de atan(x/C). ½° são cerca de 8,7 mm por metro; ¼° cerca de 4,4 mm por metro. Alguns fabricantes especificam limites mais apertados para certas gamas.

Ferramentas

Corrija primeiro a torção (calços nos pés do motor, verificar pé manco), depois o angular, depois o paralelo (deslizar a polia no veio ou mover o motor).

Tensionamento

Com tensão a menos as correias escorregam, vitrificam, queimam e chiam. Com tensão a mais sobrecarrega os rolamentos do motor e da máquina, empena veios e estica correias. As regras de algibeira ("uma polegada de folga", "até deixar de chiar") erram para os dois lados. Meça.

Método 1: força-deflexão (medidor de tensão ou dinamómetro)

  1. Meça o comprimento do ramo t (o comprimento livre entre os pontos de tangência das polias).
  2. A deflexão a usar é 1/64 do ramo: 16 mm por metro.
  3. A meio do ramo, empurre uma correia perpendicularmente com o medidor e leia a força quando se deslocou essa distância (use uma régua sobre as correias como referência).
  4. Compare com a força alvo da tabela do fabricante ou da calculadora de tensão. Abaixo do alvo: aperte. Acima de cerca de 1,5× o alvo: alivie.
  5. Verifique todas as correias do jogo; nas correias múltiplas empurre a banda inteira e use a força para o número de correias.
deflexão = ramo / 64 força por correia F ≈ T_estática / 16 (de F = 4·T·δ / ramo)

Método 2: frequência (medidor sónico)

Faça vibrar o ramo e meça a frequência natural com um medidor sónico ou uma aplicação de vibração. É repetível, não precisa de força e serve para ramos curtos e correias síncronas.

T = 4 × m × L² × f² (m kg/m, L ramo em m, f em Hz)

Use a calculadora de frequência para converter uma tensão alvo numa frequência alvo.

Método 3: alongamento

Marque dois traços a uma distância medida na correia frouxa e tensione até a distância aumentar a percentagem indicada pelo fabricante. Comum em correias planas e algumas correias redondas de PU.

Rodagem e retensionamento

Correias síncronas: o que muda

Proteções (África do Sul)

Os Driven Machinery Regulations, 2015 (Aviso R.540 ao abrigo do Occupational Health and Safety Act, 85 de 1993, em vigor desde 30 de setembro de 2015), regulamento 3, exigem que os utilizadores:

Use proteções em rede que deixem ver e verificar a transmissão, com aberturas dimensionadas para os dedos não alcançarem os pontos de entrada. Deixe espaço para medir a tensão através de uma janela de acesso.

Apenas um resumo. Confirme os regulamentos em vigor no seu país e as regras de segurança da sua instalação.

Lista de colocação em serviço

✓Verificação
☐Isolado, bloqueado, energia acumulada libertada
☐Polias calibradas, limpas, sem danos; buchas no binário; chavetas colocadas
☐Secção e comprimento certos; jogo emparelhado; todas as correias substituídas juntas
☐Correias montadas à mão, sem alavanca
☐Alinhamento até ½° (V) / ¼° (síncronas, poly-V); sem pé manco
☐Tensão medida e registada (força ou frequência)
☐Base do motor apertada; proteção recolocada; isolamento retirado
☐Arrancar, ouvir, verificar a temperatura após 30 minutos (correias mornas, não quentes ao toque depois de parar)
☐Retensionamento marcado para 4–24 h de funcionamento

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